Parque fechado

Laboratório não detecta tuberculose em cervos mortos do Pampas Safari, mas laudos são inconclusivos

Solicitados pela Fundação Municipal do Meio Ambiente de Gravataí, análises não identificaram doença. Novos exames são recomendados

Por Zero Hora
13/09/2017 - 18h25min
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Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Laudos emitidos pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) não apontaram a presença de tuberculose em mais de 20 amostras de cervos do Pampas Safari examinadas no mês passado. Finalizados no início de setembro e solicitados pela Fundação Municipal do Meio Ambiente de Gravataí (FMMA), os documentos mostram que não foram detectadas alterações relacionadas à doença nos animais analisados, mas ao mesmo tempo recomenda que as amostras sejam submetidas a novos exames.

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A sugestão é feita porque, conforme os documentos, o método utilizado — que consiste na extração de DNA e reação em cadeia para a bactéria mycobacterium bovis, responsável pela transmissão da tuberculose entre bovinos e em menor grau em outros mamíferos — "não é o padrão-ouro para detecção" da bactéria. A eficácia da técnica varia entre 45% e 83%, conforme o laudo, enquanto o exame considerado mais adequado chega a 95% de precisão.

Assim, de acordo com o Ibama, nada deve mudar em relação ao Pampas Safari, que continua fechado e proibido de abater animais saudáveis, em que a tuberculose não seja confirmada. O instituto também aponta que a amostra foi feita em uma porção muito pequena do rebanho, que totaliza cerca de 400 cervos.

Os laudos indicam também que "apenas os fragmentos de tecidos recebidos foram analisados, o que não permite excluir que a bactéria estivesse presente nos demais órgãos". Foram coletados fragmentos de pulmão, fígado e rim, entre outros órgãos e tecidos. A maior parte das amostras não tinha alterações que indicariam a presença de tuberculose nos animais.

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