Debate

Mr. Catra fala sobre  projeto de criminalização do funk: "Eu me sinto agredido"

Senado realiza audiência pública, nesta quarta-feira (13), para debater a proposta

12/09/2017 - 17h13min · Atualizada em 12/09/2017 17h51min
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Na quarta-feira (13), a partir das 11h, o Senado fará uma audiência pública para debater a proposta que visa a criminalização do funk no Brasil. A iniciativa partiu do senador Romário Faria (PSB-RJ) depois de o empresário paulista Marcelo Alonso ter encaminhado à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), em maio, 20 mil assinaturas favoráveis ao projeto. Romário chegou a convidar para participar da discussão artistas como Anitta, Nego do Borel, Valesca Popozuda e Tati Quebra Barraco.

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Para comentar sobre o assunto, na manhã desta terça-feira (12), o funkeiro Mr. Catra participou do programa Timeline, da Rádio Gaúcha. Segundo o artista, o projeto vai "contra a cultura nacional" e pode ser considerada uma "discriminação cultural"

— Isso não é possível, em um país em que a gente fala de democracia e liberdade. O funk é uma relíquia brasileira. Eu me sinto agredido nos meus direitos de cidadão brasileiro, daquele que paga imposto, que trabalha. Eu tenho orgulho de ser funkeiro. Eu tô me sentindo mal dentro do meu próprio país. O mundo todo estuda o funk como cultura — afirma Catra.

O carioca também ressaltou a importância do funk como gerador de empregos. Além disso, contrariando o argumento de Alonso de que nos bailes funk ocorrem casos de tráfico e abuso de drogas, exploração sexual, pedofilia, entre outros crimes, o carioca afirma:

— O que acontece no baile funk é funk. A pessoas tão querendo fazer uma música, lançar um clipe, fazer um filme. A culpa das drogas, desse monte de crimes, não é do funk.

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