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Nascidos com escolta: mãe de gêmeos tem ajuda da polícia para chegar ao hospital

Com quadro de pré-eclâmpsia, Andreia precisava chegar a uma UTI neonatal para que Davi e Matheus nascessem em segurança. Na BR-290, receberam ajuda da PRF

12/09/2017 - 17h24min
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Foto: Gian Pozzebon / Arquivo Pessoal

Andreia Pozzebon sentiu as primeiras dores logo após o almoço de domingo (10), em sua casa, em Ivoti. Grávida de 37 semanas de gêmeos, a vendedora já havia sentido algo parecido dois meses antes, quando ficou internada por cinco dias por conta da pressão alta. Desta vez, Andreia desenvolvia uma condição chamada pré-eclâmpsia, que colocava a vida da mãe e dos bebês em perigo.

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Cientes do risco — já no primeiro susto, o médico deu a orientação de procurar um hospital com UTI neonatal quando chegasse a hora de dar à luz Davi e Matheus —, ela e o marido pediram à ambulância fornecida pela prefeitura de Ivoti que os levassem até o Hospital da PUCRS, onde a mãe fez  todo o pré-natal e ia semanalmente nos últimos cinco meses para acompanhar o desenvolvimento dos bebês.

Diante da negativa do posto de saúde, que sustentava que o procedimento correto era realizar a viagem, primeiro, até o hospital mais próximo — para a segurança da mãe e dos bebês —, a família decidiu pegar o carro do avô dos bebês direto para Porto Alegre. Andreia foi na frente, acompanhada pelo marido, que não soltava sua mão por nada.

No posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Porto Alegre, na BR-290, o policial rodoviário Eder Santiago se preparava para monitorar a movimentação de veículos na freeway no retorno de quem foi aproveitar o feriado da Independência no Litoral Norte. Por volta das 14h, um chamado do posto da PRF de São Leopoldo, na BR-116, mudou sua rotina: a caminhonete que levava Andreia pedia ajuda para abrir caminho em meio ao trânsito da rodovia até o Hospital da PUCRS. 

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Prontamente, Santiago acionou uma viatura e pediu que dois policiais rodoviários aguardassem o carro da família no entrocamento da BR-116 com a BR-290, na região da Arena. Enquanto a família fazia o deslocamento com a escolta, Santiago ligou para o hospital alertando da chegada da gestante. Em 15 minutos, a família chegava ao seu destino.

— Quando chegamos, uma equipe de sete pessoas já nos aguardava na porta da maternidade — recorda o pai de Matheus e Davi.

Juntos há 12 anos, Andreia e Gian viraram pais na segunda-feira (11) — Davi e Matheus estão saudáveis e devem ir para o quarto na tarde desta terça. Emocionado, Gian agradece a Deus pelos "homens prestativos e parceiros" que auxiliaram no deslocamento de sua família pela Capital:

— Não tenho palavras para agradecer o que eles fizeram. Se não fosse por eles, nosso deslocamento seria mais lento e a minha esposa poderia ter desmaiado dentro do carro, e daí não sei o que poderia ter acontecido.

Santiago, policial rodoviário há 12 anos, conta que essa foi a terceira vez que auxiliou em um parto. 

— Na última vez, levamos uma mulher grávida dentro da viatura da Ilha Grande dos Marinheiros para o hospital. Nesse caso, cheguei a colocar luvas para caso precisasse fazer o parto na viatura. Não existe um procedimento padrão para isso. Nunca sabemos o que pode acontecer. Mas, se precisasse fazer o parto na viatura, eu teria feito — afirma.

Nascidos com escolta: mãe de gêmeos de Ivoti teve ajuda da polícia para chegar ao hospital em Porto Alegre. Na Foto, Matheus e Davi, os gêmeos.
Foto: Gian Pozzebon / Arquivo Pessoal


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